quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sim, Força Julio; ou, não Fora Júlio; eis a questão...




O assunto que ainda domina o noticiário esportivo, mesmo após a eliminação do Barcelona da Liga dos Campeões, é a atuação do goleiro corinthiano Julio Cesar, na partida das quarta de final do campeonato paulista, contra a Ponte Preta, onde falhou em dois dos três gols sofridos pela equipe.



É interessante ver o passionalismo e ao mesmo tempo a sabedoria com que o torcedor trata o assunto, criticando veementemente, ironizando e simultaneamente reconhecendo as qualidades do goleiro originário do lendário Terrão, que por anos aguardou uma chance no bando de reservas.



As colocações dos torcedores vão das defesas salvadoras de Julio nos jogos do brasileiro do ano passado, como por exemplo, na vitória por um a zero contra o Ceará, em Fortaleza; passam pela atitude de raça do goleiro ao atuar com um dedo lesionado, após o time ter feito todas as substituições, contra o Botafogo no Rio de Janeiro, onde vencemos por 2 a 0; mas também ressaltam as falhas, como a da final do Paulista em 2010, num chute defensável de Neymar, na decisão contra o Santos, na Vila Belmiro, e na saída de jogo errada contra o Goiás, também em 2010, que culminou em gol do time tirando o Corinthians da fase de grupo da Libertadores e colocando-o na pré-libertadores.



Nesse esporte milenar que movimenta a paixão de milhões de torcedores, onde em fração de segundos deixasse o céu para se conhecer o inferno e vice-versa, a verdade é que a falta de critérios exatos faz as discussões tornarem-se intermináveis e via de regra, terminam sem donos da verdade. Pelo menos para as decisões que serão tomadas antes dos fatos, porque depois deles consumados, aí fica fácil tecer opinião.



Então eis o dilema, três dias após a prematura saída do Corinthians do Paulista de 2012: manter ou não Júlio Cesar como titular para o confronto contra o EMELEC pela Libertadores no próximo dia 02 de maio, em partida no Equador, onde a pressão do adversário será total, na necessidade da vitória em casa?



À diretoria, à comissão técnica que cabem assinar a escolha, certamente outros fatores poderão ser analisado, como o dia a dia do Julio, seu verdadeiro estado psicológico, seu comportamento dentro do grupo e obvio a questão técnica.



Pelo psicológico já faço aqui minha observação na hora do primeiro gol sofrido contra a Ponte. Além de não ter orientado a formação de barreira, ou pelo menos um posicionamento melhor dos jogadores evitando a jogada ensaiada do adversário que culminou com um chute rasteiro no canto direito, onde o Júlio parece ter tentado defender de cabeça a bola e não com as mãos como deve ser a atitude de um goleiro. Logo após confirmar o gol o goleiro alvinegro foi para a entrada da grande área de cabeça baixa, mostrando ter sentido bastante o lance, reconhecendo com o gesto que realmente falhou.



Na verdade, pelos anos de arquibancada que possuo, digo que ali faltou uma orientação prévia do preparador de goleiro, o Mauri: falhar todos podem, todos vão. Mas é preciso mostrar personalidade, e ao invés de baixar a cabeça ali o Julio deveria, por exemplo, ter levantado o braço – reconhecendo o erro e em seguida nas palmas chamar o grupo para ir pra cima do adversário que ele estaria mais atento ainda nos próximos lances. Não foi o que vi e nos lances seguintes até o terceiro gol ficou claro que a insegurança tomou conta das ações do nosso camisa 1.



Talvez o Júlio precise conversar mais com aquele que atuou na posição em 601 jogos pelo Timão: Ronaldo Giovaneli! Humildade Júlio! Liga pro Ronaldo! Conselho é de graça! E ele é daqueles de bom caráter, que só vai te orientar para o melhor, ao contrário de alguns que estão por aí e que outrora tentaram emplacar no teu lugar o inexperiente Renan.



Eu não vou ficar em cima do muro. Seja qual for o resultado final da Libertadores, que espero seja o título para o Corinthians, mas principalmente por acreditar no trabalho, na capacidade e no corinthianismo de um guerreiro, que tem sim seus defeitos, mas também tem qualidades, digo que o Julio Cesar deve permanecer no gol na próxima partida!



Mas ele, com todas as prerrogativas que a própria torcida reconhece deve ter sua decisão e aí também pedimos que aja como guerreiro e corinthiano e que se em algum momento sentir insegurança: peça para sair que a fiel também o reconhecerá por isso! Pois cada um de nós, no fundo, é que sabe o seu limite, sua capacidade e o peso do fardo ou da farda que pode carregar!



Obs.: Mas que a criatividade da torcida corinthiana é algo de se tirar o chapéu, ah isso é!!! Quantas ironias pelas brechas e depois quantas formas de reconhecer a dedicação!



Saudações Corinthianas!



Ernesto Teixeira – A voz da Fiel

Torcedor corinthiano; sócio, intérprete e compositor da Gaviões (8.005); sócio do Corinthians (305.216); idealizador do Comitê de Preservação da Memória Corinthiana (CPMC); colaborador da Rádio Coringão.


2 comentários:

  1. Parabés pelo Blog Ernesto! Viva O Corinthians. Abraço Jorginho Fernandes

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  2. Ernesto, mais um grande post. Eu concordo cm vc. Acho que ele deveria ficar no gol, mas só se ele estiver bem psicologicamente.
    Temos que dar uma ultima possibilidade pro JC.
    abrazo grande e parabens pelo blog.
    Diego Grisolia

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